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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

071 - London - Day 1

Oi queridoooooosss

Embarquei quarta-feira pra Londres... Estava super nervoso, ansioso, corri a tarde toda atrás dos presentes do pessoal aqui, uma coisa de louco. Tive mais ou menos 40 minutos pra arrumar a mala, isso pq, claro, deixei tudo pra última hora... Almocei com Sayd (resumindo: fiquei com ele de novo no sábado passado e nesse dia almoçamos juntos, ponto final, continuando...), fiz tdo o que tinha que fazer e DJ foi me levar no aeroporto... DJ é um amigo meu, que merece um post só pra ele, mas quae agora não tenho tempo rsrs...

Chegamos no aeroporto e Branco já estava la... Fiz o check-in, fui comer alguma coisa e depois chegaram minha mãe, minha cunhada e meu irmão... E finalmente embarquei... Gente, me deu um medo, um nervosismo tão incontrolável, liguei de novo pro DJ só pra conversar com alguém... Dormi durante o voo até São Paulo, e chegando em Guarulhos foi que a empolgação de uma viagem como essa veio à tona...

Fique que nem um louco no aeroporto, andando pra la e pra cá, cheguei a dar pulos rsrsrs... Uma alegria, uma coisa muito louca!!! As duas horas que eu precisaria esperar passaram em segundos... Depois de passar pela Polícia Federal fiquei louco de novo, comecei a ligar pra todo mundo hehehe...

Quando vi o tamanho do avião, fiquei de boca aberta, a turbina tinha a altura de dois caminhões!!! Fiquei sentado no meio da fila do meio, uma beleza!!! Mas vim assistindo um filminho em inglês, ja treinando meu inglês hehehe... Quando estava chegando já, e eu via o aviãozinho no mapa chegando em Londres, eu mal podia acreditar que já estava aqui...

Ainda tinha o último passo, a imigração. Como todo mundo aqui sabe, as coisas geralmente são difíceis pra mim, e eu já me imaginava pegando minha malinha e voltando pra casa... Então tentei manter a calma, e repassei as informações todas na cabeça... Foi super tranquilo, o cara me perguntou quanto tempo eu ia ficar, onde eu ia ficar, por que eu ia ficar, o que eu fazia, o que a Bruxinha fazia... Enfim, fui liberado! rsrs Aí meus amigos, era só festa!!!

Coloquei meus óculos, pra fazer um charme pra Bruxinha, e quando eu sai fingi que nem vi ela e a Rainha-Mãe... Quando ela me chamou, eu falei "Sorry, I don't speak portuguese" e já começamos a rir muito... Tentamos tirar fotos, mas foi bastante difícil rsrsrs... Eu nem acreditava que eu tava aqui, abraçando minha amiga linda... Foi o máximo... Viemos de metrô, e eu já vendo os arredores da cidade... Coisa mais linda... Ainda tinha neve acumulada em alguns lugares... Ainda pegamos o famoso onibus vermelhinho, coisa mais linda... Eu com as malas, batendo em todo mundo, e só no "sorry, sorry"...

A casa da Bruxinha é linda, fica no porão de uma loja, uma casa super aconchegante, bem a cara dela... Os pais dela estão aqui, e são uns amores... Depois de comer, perguntei se ela estava cansada e fomos dar uma volta... Fomos à Victoria Station, onde há várias lojinhas e muitos teatros ao redor (onde tem os musicais mais famosos daqui)... Ela comprou o presente da Rainha-Mãe e depois fomos à Oxford Street...

E o que meu Deus é Oxford Street!!! A decoração de Natal tão linda, as lojas, as vitrines... OS PREÇOS DAS ROUPASSS!!! rsrsrs Gente, eu vou ficar é louco aqui... Nem acreditava que estava em plena noite de Natal com a aminha amiga, em Londres! Estou louco até agora! rsrsrs

Mais tarde, sai com um vizinho dela, íamos num pub, mas estava tudo fechado. No meio do caminho, um cara e uma moça nos abordaram perguntando onde eram os pubs gays, e ele disse que estavamos indo pra lá. Aproveitei pra treinar o inglês... O cara era sul-africano, e a menina era francesa... Eles foram conversando com a gente, mas o bar estava fechado. Fomos para outro, e no meio do caminho, dois ingleses pararam a gente pra oferecer drogas e pedir dinheiro... Como não tínhamos, o vizinho conversou com eles normal, e eles foram até o outro bar com a gente, eramos em 6 já kkkkk... Apesar de os caras serem meio 'barra-pesada', até assim pareciam bastante civilizados. Ficaram falando da paz mundial, que as pessoas precisavam se amar... Cantando "Human Nature" rsrsrsrsrs... Foi, no mínimo, interessante... O pub estava péssimo, e resolvemos vir pra casa...

Fiquei então em casa, conversei um pouquinho com a Bruxinha, assisti um especial de Natal da Celine (pra não passar em branco) e fui dormir... Pra um primeiro dia, várias aventuras rsrsrs...

Vou tentar postar todo dia, mas não garanto... Vou conforme for... rsrs...

Hugs buddies!!!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

062 - Ainda não...

Gente, quase 15 dias sem postar!

As coisas por aqui estão ficando mais tranquilas... O "Quarteto Fantástico" (leia-se meus 4 avós) veio pra cá e minha mãe ficou mais tranquila, pelo menos aparentemente...

Anda trabalhando pra cacete, nos três períodos, e isso está me desgastando mais do que costumava desgastar... Será a idade? Será a minha pança que atrapalha tudo???

Saco...

Bom, só pra retomar e vcs verem que não morri nem enlouqueci... Ainda...

Hugs

terça-feira, 15 de setembro de 2009

061 - As coisas estão melhorando... NOT!

Oi

Alarme falso... Nada está melhorando... Na verdade minha mãe mente pra mim dizendo que tá tudo bem, mas está cada dia pior... E o inutil ainda fica ligando la em casa, falando com ela na internet... Ontem tive uma conversa definitiva com ela: "se vc não quer ser ajudada, to tirando o time de campo... Faça como vc quiser..."

Paciência tem limite, e a minha ta além dele já... Ainda não tive tempo nem de curtir o planejamento das minhas férias (menos de 100 dias já na contagem regressiva!), ainda não montei meu roteiro, nada! Fico envolvido com essa história mto mais do que deveria! Nunca foram pais exemplares, nunca me deram o apoio que to dando... Mesmo assim, tenho me esforçado, me superado até... Se não tá bom, não posso fazer nada!

Enfim...

Tenho tido muitas noites de insônia... Provavelmente provenientes desse stress todo! Mesmo quando não vou la, fico pensando nisso o dia todo, preocupado com ela... Não consigo mais dormir antes das 2 ou 3 da manhã! Quem precisar de um companheiro de insônia, tamos aí! Hahahaha...

Tinha uma viagem programada pro começo do mês, a trabalho, mas foi cancelada. Achei que ia entrar uma graninha a mais, mas que nada! Alguém aí tem uma fórmula pra multiplicar dinheiro??

Credo, isso aqui tá parecendo o 'muro das lamentações'... Eu hein...

Please, não me abandonem, eu vou tentar melhorar o clima por aki!! rsrsrs

Hugs

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

060 - As coisas estão melhorando...

Oi pessoal

As coisas por aqui estão melhorando... Minha mãe, apesar de ainda chorar e falar com ele diariamente pela internet, parece que está aceitando melhor... Mas ainda temos um longo caminho pela frente...

De resto tudo certo... Womanizer e eu estamos muito bem, graças a Deus...

Só pra atualizar vcs um pouco... Valeu pra quem deixou recado, sei que não tem o que ser dito nessas horas, mas só de ver os comentários de vcs já é reconfortante...

PS: Ele foi embora pro Amapá novamente, com a outra... Volta no fim do mês, quando minha irmã completar 18 anos, pra assinar os papéis...

Beijos a todos

Hugs

sábado, 29 de agosto de 2009

059 - Pra lavar a alma

Bom dia pessoal

Hoje minha noite toda foi de sonhos que refletem exatamente o que anda acontecendo com a minha família. A NOITE TODA. Então eu acho que chegou a hora de botar tudo isso pra fora pra ver se eu desencano de vez, ou se ameniza pelo menos.

Eu contei há uns posts atrás que meu pai estava em outro estado com outra mulher, e que ele havia me contado pelo MSN. Acontece que eu estava la com a Gambita, longe daqui. E fiquei la 15 dias. Nesse período, alguém ligou para minha mãe, la de onde meu pai estava, e contou tudo pra ela. Minha mãe quase surtou. Retirem o quase e vcs terão a versão real dos fatos. Eu estava super longe, tinha ainda uma semana de férias. Foi praticamente uma tortura, pq ela falva comigo e pedia ajuda, e eu sem poder fazer nada. Resolvi que o melhor era tirar da cabeça dela isso até ele ter a coragem de aparecer aqui e resolver as coisas como homem.

De início ela acreditou em mim e nos meus irmãos, que diziamos que era tudo invenção, que era coisa de gente invejosa. Mas como ela não nasceu ontem, e não tem controle emocional nenhum, ela não engoliu por muito tempo. Ela começou a perguntar pra ele sobre a mulher, e mesmo eu pedindo pra ele não falar nada, ele acabou falando que tinha sim saido com uma mulher la, apenas uma vez, e que não era nada. Mentira.

Eu esqueci de contar la no post Desabafo que eu e ele acabamos brigando pq eu muito compreensivo, fui falar pra ele que eu não brigaria com ele, que eu o respeitaria e entenderia como ele me entendeu quando soube que eu sou gay. Ele surtou, perguntando se eu AINDA era gay, que ele naõ respeitou nada, que ele MANDOU eu mudar, que não queria mais me ver na frente, xingou, todas as babaquices. Desde então não haviamos mais conversado.

Enfim, vou dar uma resumida... Eu voltei, levei minha mãe a uma psicóloga, a uma psiquiatra, e ela começou a se preparar pra quando ele voltasse. Em vão, pq o que ela dizia é que quando ele chegasse ela iria agarrar ele e ficar fazendo carinho nele, pq ele tinha arrumado outra por culpa DELA, pq ela não dava carinho pra ele, etc... Que não ia brigar, que nem ia tocar no assunto se ele não quisesse. Apesar de ser contra, eu não falei mais nada, era uma decisão dela.

E então ele voltou. Chegou num sábado, mas eu naõ o vi. Eu já tinha dito que só iria lá se ele me ligasse e me chamasse, caso contrario eu não iria. Chegou dizendo que as unhas dos pés dele estavam muito grandes, pra minha mãe cortar pra ele. E ela toda carinhosa, toda atenciosa (coisa que eu tenho que reforçar que ela NUNCA foi, mas que com a psicóloga, ela chegou a conclusão de que era isso que ela tinha que fazer).

No domingo, foram almoçar no shopping, e então ele me ligou pra eu ir pra la. Ao chegar la, estendi minha mão pra ele e ele me puxou pra um abraço. Minha mãe estava elétrica, nervosa, fingindo uma alegria, ou pior, uma felicidade que não condizia com a situação. Depois do almoço, ele a chamou pra irem passear no shopping, o que tb NUNCA aconteceu antes.

Fui pra casa achando que ia dar em pizza, mas que pelo menos minha mãe estava bem. Liguei pra ela na segunda, ela me disse que havia pedido perdão pra ele por todos os anos que não deu atenção a ele. Ela ainda disse que sabia que era tarde demais, mas ele disse que não, que era pra ela LUTAR por ele. Na quarta-feira, meu irmão me liga, ela estava chorando desesperada. Meu pai havia dito pra ela que queria separar-se pq a outra havia dito que não ficaria com ele se ele continuasse casado.

Sai do meu trabalho e fui pra la. Ela estava descontrolada. Comecei a conversar com ela, mas ela só dizia "ele não vai fazer isso comigo", "ele não vai fazer isso comigo"... Repetindo, repetindo, repetindo, como uma pessoa louca mesmo. Eu tentei conversar, dizia que ele já tinha feito, não iria fazer, e que ela precisava acordar. Mas ela fingia que não me ouvia, ela dizia que ia rezar e que Deus e a Mãezinha não iam permitir que ele fizesse isso. E eu me irritando... Ela então começou a cheirar a camiseta que ela estava, e eu vi que era a camiseta do pijama dele. Ela ficava falando que queria sentir o cheiro dele. Perdi o controle, rasguei a camiseta toda, perguntei se ela queria sentir o cheiro dele ou DELA. Falei, então com todas as letras, tudo o que ela precisava ouvir. Que ele não QUERIA mais ficar com ela, que ele QUERIA a outra, que não tinha nada que ela pudesse fazer. Que ele tinha feito ela de idiota, fazendo ela ir ao shopping com ele pra comprar roupa nova, pra se arrumar pra OUTRA. Enfim, até chacoalhar ela eu chacoalhei, pra ver se ela ENTENDIA o que eu tava dizendo.

E ela entendeu um pouco melhor, por alguns minutos. Ele me ligou e perguntou se eu podia ir la em casa a noite, eu disse que ja estava la esperando por ele. Ele chegou e chamou todo mundo pra conversar. Disse que era pra perguntarmos o que a gente quisesse. Eu estava descontrolado por dentro, mas a Fisio tinha conversado muito comigo, e eu tentei me controlar ao máximo, e não me meter nem falar nada. Ele disse entaõ que tinha chamado a gente pq ele havia dito que deixaria tudo pra minha mãe, dos bens, mas que tinha pensado melhor e não achava JUSTO. Entao era pra gente decidir o que era justo. A partir dai foi um show de basbaridades o que ele falou e fez, que eu prefiro listar:

- Primeiro ele trouxe um RECADO da mulher pro meu irmão, que era pra ele não julgar as pessoas sem conhecer (meu irmão tinha chamado ela de vagabunda);
- Ele disse que não iria sustentar mais ninguém, que minha mãe e meus irmãos se virassem;
- Ele pediu que fossemos ver como seria a divisão, que fossemos num advogado. Meu irmão foi, e quando foi falar pra ele como deveria ser, ele disse que nós não viamos a hora de colocar a mão no dinheiro dele (OBS: ele tem mais dívida do que dinheiro, de bens mesmo so a casa e um terreno, que vai ter que ser vendido pra ele pagar as dividas dele);
- Ele conversou com a mulher pelo MSN da casa da minha mãe, e ela viu;
- Ele conversou com a mulher pelo celular da casa da minha mãe, e meus irmãos ouviram;
- Ele disse que não ia pagar a conta do cartão de crédito dele que ficou com eles enquanto ele morou fora, pra eles se manterem;
- Ele agora disse que o dinheiro que ele tem no banco (uns 20 mil) e um dos carros já é dele, e que ele vai levar pra onde ele ta trabalhando;
- Ele foi pra casa da mãe dele, no interior de SP, pra contar tudo. Meus avós e meus tios ficaram transtornados, por ver como ele está louco. Todos, sem excessão, falaram pra ele que ele ta fazendo a maior besteira da vida dele, mas ele não deu ouvidos;
- Além disso, ele foi ao interior de Minas, onde as filhas da mulher moram, pra encontrar com ela, ou seja, ele pagou a passagem dela pra la (ela dizia não ter dinheiro pra ir ver as filhas). Isso achando que ninguém ia saber (e minha mãe ainda não sabe);
- Ele havia comprado um anel de ouro pra minha mãe, e ela disse que não queria, que preferia que ele pagasse um pouco das dívidas ao invés de gastar com ouro pra ela (isso antes disso tudo acontecer). Ele deu o anel pra mulher...

Enfim, ele só tem feito cagada, como sempre fez a vida toda. Meu irmão está preocupado em como será a divisão desses poucos bens, e a pensão. Minha irmã ainda não acredita que o pai dela ta fazendo tudo isso. Ontem ela pediu pra eu ir na escola dela, chorou um monte e disse que parece que ele não conhece mais a gente, trata como se fossemos estranhos.

Depois disso tudo, eu não fui mais na casa da minha mãe. Não quero mais ver a cara dele, ele me ligou outro dia mas nem atendi. Estou com tanta raiva, com tanta mágoa, que se eu encontrar com ele não respondo por mim. Nem tanto por mim, pq pra mim ele pode sumir com essa vagabunda pro resto da vida. Mas minha mãe e meus irmãos estão acabados, e isso ta me deixando desesperado, sem poder fazer nada. Minha irmã pegou o celular da mulher no celular dele, e uma vontade de ligar pra ela e ameaçar ela quase me deixou louco. Acho que sou meio psicopata. Queria ligar, ameaçar as filhas dela, pra ela sumir no mundo. Mais uma vez a Fisio me chamou "pra luz", e eu deixei essa idéia pra la.

Naõ sei mais o que fazer, não sei como ajudar meus irmãos. Ele ainda está dentro de casa, disse que o advogado dele, um amigo de infancia da cidade da minha avó, vai mandar os papéis pra eles assinarem. Com a divisão que ELE fez. Se minha mãe aceitar, ótimo, se não vão pra justiça. Simples assim, frio assim. Mas que vai esperar minha irmã completar 18 anos, o que acontece no final de setembro.

Enquanto isso, minha mãe disse que quer ficar perto dele cada segundo, então não é pra ele sair de casa. Ela só sabe repetir "o que vai ser de mim?", e já disse que não vai assinar a separação. Enquanto isso, ele está lá, comendo, dormindo, e o melhor, gastando a pouca merda de dinheiro que ele tem sustentando a mulher e, quem sabe, até as filhas dela. Enquanto isso não deixa minha irmã comprar uma camiseta que ela viu na promoção.

Se minha mãe não enxerga, se ela prefere sofrer desse jeito, naõ tenho mais o que fazer. Não vou mais me meter, só vou assistir. Mas o que eu tenho pra falar pra ele está na ponta da língua, mas vai ficar guardado até ele conseguir me tirar minha paciência além do limite. E tá muito próximo...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

056 - Turbilhão

Oi

Tentando arrumar um tempo pra postar... Tanta coisa acontecendo... Meus pais estão no início do processo de separação, meu pai frio e se fazendo de vítima (como se fosse possivel) e minha mãe desesperada... Já não sei mais o que fazer pra ajudá-la, já tentei de tudo, mas um casamento de 30 anos não se desfaz assim, da noite pro dia...

Estou cansado, de tudo... Não vejo a hora disso tudo passar e voltar a ter paz... E se não bastasse isso, tenho problemas em casa, no trabalho... Ou melhor, noS trabalhoS... O unico que não me dá trabalho algum é o Womanizer, meu anjo, que ta cuidando bem de mim. Outro dia levei uma bronca imensa pq não tenho me cuidado, não tenho dormido direito, não tenho me exercitado... Será que ele acha que eu posso morrer assim? rsrsrs

(PS: Ele comprou um rato e deu o nome de Mark Ruffalo, só pra me enfrentar...)

A única coisa que me anima é minha viagem de férias, sim, pq eu já quero sair de férias de novo... Mas essas só em dezembro. E por enquanto vcs vão ficar curiosos, pq só conto quando estiver com tudo SUPER ok...

Enfim é isso, só pra manter-me ali do lado, na listas dos blogs atualizados... Queria na verdade escrever um mega post, contando tudo detalhadamente como está acontecendo, mas me faltam forças para tal... Cansadissimo...

Queria dormir e acordar daqui um ano...

Hugs

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

055 - Nem Freud explica...

Eu estava irado. Como é que podiam fazer isso? Sem pensar muito, fui até a delegacia. Eles não podiam prender meu pai assim, sem nem um julgamento! Ainda mais ele que era responsável pela prisão! Depois de muita conversa, um pacto, mesmo sem ele concordar: eu ficaria no lugar dele.

Fui colocado num ônibus, com policiais nas portas, fortemente armados, e mais alguns presos. Passamos por vários lugares, entre eles todas as casas que já morei na vida. A cada uma, uma emoção diferente, lembranças há muito esquecidas. Numa delas, parte da minha família estava na calçada, esperando que eu passasse. Minha mãe, meu pai, meu irmão, meus avós... Virei o rosto, não conseguia olhar para eles naquele desespero. E chorei muito.

Ao parar numa cidade já longe da minha, provavelmente São Paulo, os policiais desceram e o ônibus ficou todo escuro. O instinto de sobrevivência me fez pensar em quebrar uma das janelas e tentar correr... Mas o medo de sentir a bala quente nas costas foi mais forte que eu.

E o medo só cresceu, enquanto o dia passava. Chegamos então à minha prisão, um quadrado muito escuro e sujo, com trapos por toda parte, um líquido no chão que eu nem podia imaginar o que era, homens e mulheres de aparência suja. Cheguei e me sentei proximo a grade da frente da cela, a única, e fiquei ali, rezando para que não notassem minha presença.

Quando, pra minha surpresa, veio entre as pessoas a minha irmã. Ela vem, muito sorridente, falar comigo, tentando me confortar que afinal a vida ali não era tão ruim. Eu não conseguia entender o que ela fazia ali. Mas eu sabia que ela ficaria apenas mais dois dias, talvez por isso a alegria toda.

O dia ia passando e os medos começaram a tomar conta de mim... Só conseguia pensar em como seria para tomar banho, com todos me olhando. Achei que a melhor maneira seria de costas para a parede, olhando tudo o tempo todo, por motivos óbvios. Que tipo de coisas fariam comigo dentro daquela cela? Esses pensamentos que agonizavam, e eu só pensava em alguém dar um jeito para eu sair dali.

Recebi, ainda no meio do meu primeiro dia, a visita do meu pai e de um homem, um senhor negro, que trabalhava com meu pai na administração da prisão, pelo jeito. Apenas ele conversou comigo, me mostrou recortes de jornal, minha história estava na manchete: "Filho tira pai da prisão" com o subtítulo "Mas acaba ficando em seu lugar". Li a matéria, consegui até ver meu nome escrito no jornal. Ele disse que isso era bom, ter a opinião pública ao meu lado. Mas que ele infelizmente nada podia fazer para me tirar dali. Nem meu pai. Nem ninguém. Eu teria que ficar ali 11 meses. 11 MESES.

Eles se foram e minha irmã ria muito. Dizia que eu ia acostumar, que não era tão ruim, que eram SÓ 11 meses. E eu só falava pra ela: "eu quero sair daqui, por favor". Ela gargalhava e dizia "mas vc não vai!". Eu não tinha passado nem 8 horas naquele lugar e já não aguentava mais... Em onze meses eu já estaria louco.

Então chegou a hora da comida, e eu vi a coisa mais assustadora do mundo. Os presos tinham organizado uma carne assada, e o preso responsável pelo "churrasco" estava vestido, literalmente, a caráter. Três grandes pedaços de carne estavam enrolados no seu corpo. Um em volta das pernas; outro, que parecia ser a costela inteira do animal morto, ao redor do tronco e um outro pedaço, cheio de nervos e membranas, enrolado em seu rosto. O sangue escorria pela carne enquanto ele servia a todos, andando por todos os lados da cela.

Me levantei e fui até o fim da cela, na parte mais escura. Eles acabavam de receber os cartões telefonicos a que cada preso tinha direito, mas como cheguei 'tarde', não tive esse privilégio. As mulheres brigavam entre si pelos cartões, e uma delas falou alguma coisa comigo, que eu fingi ignorar, mas sorri tentando ser simpático. Meu maior medo era que descobrissem de quem eu era filho, afinal meu pai havia colocados muitos deles ali.

Então o homem-carne trouxe um copo de água pra mim, e insistiu que eu bebesse. Quando ele me deixou sozinho, percebi a sede que estava e tomei quase o copo todo, sentindo um gosto amargo no final. Fiquei assustado e joguei o resto fora. Estava escuro e eu não podia ver o que tinha no copo. Minha irmã veio me perguntar pq eu não bebi tudo, sempre rindo muito, e eu disse que estava com um gosto muito estranho. Ela gargalhava ainda mais, e disse que o cara da carne tinha mijado no copo e me dado pra beber. Apavorado, pedi que ela não contasse a ninguém. Muito pior do que ter bebido era que os outros soubessem que eu tinha bebido.

O homem-carne, já sem a carne em volta do rosto, se aproximou e perguntou da ''água''. Pude ver seu rosto então, um homem dos seus 35 anos, pele morena escuro e quase obeso, com os olhos injetados, amarelos. Eu não respondi e ele começou a correr pela cela e zombar de mim, fazendo com que todos olhassem para mim, me apontassem e me fizessem me encolher no meu canto perto da cela de novo. Como eu implorava a Deus para me tirar dali. Isso havia sido o mínimo que fariam comigo ali... E ainda haviam 11 meses... Alguém me tire daqui, por favor...





* Nem preciso dizer que acordei totalmente deprimido... Foi um dos sonhos mais reais que eu já tive, e não foi nada bonito... Não só pelo lugar, pela situação, mas pelos sentimentos que eu 'senti', tão reais... Acordei esgotado...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

053 - Desabafo

Oi

Mais uma vez, vou usar esse espaço pra poder desabafar... Desde ontem não consigo parar de pensar no assunto, estou totalmente desconcentrado, levando umas chamadas da Chefa, entre outros contratempos...

Há uns 30 dias, meu pai foi morar em um outro estado, muuuuito longe daqui (leia-se selva amazonica) pq conseguiu um trabalho lá. Minha mãe, mto ciumenta, desde então inferniza a vida dele, brigando e enchendo o saco o tempo todo. E ele me contando tudo pra eu 'dar um jeito' nela. Duas vezes ja fui la na casa deles, tentar amenizar a situação. Sempre dando razão a ele, e chamando até ela de louca...

Ontem, durante uma conversa, meu pai me disse que vai se separar dela, mas não pela encheção de saco, mas porque tem outra mulher lá (já!).

Com isso, comecei a rever toda a situação, e simplesmente minha mãe vai enlouquecer... Ela tem baixa auto-estima, depende completamente dele (emocionalmente e financeiramente), ele é o unico homem que ela ja teve, estão casados há quase 30 anos, juntos há mto mais que isso. Ela brigou com a familia dela por causa dele, com a única irmã. Os pais dele são muito mais pais dela do que os dela mesmo... A família dela é a família dele...

Como é que vai ficar tudo isso? Como é que ela vai se sentir? Como é que vamos fazer com as reuniões de família, Natal, aniversários, etc?

Minha mãe vai se acabar com tudo isso... E eu vou ter que segurar as pontas, já que pra ele é muito fácil, ele ta há 3, 4 mil km daqui...

Depois de anos agüentando ele, as maluquices dele, as bebedeiras dele, a falta de dinheiro constante, as brigas, as humilhações... Agora que finalmente ele vai ganhar um dinheiro bom, agora que ele vai ter uma vida melhor, quem vai aproveitar disso tudo? Uma estranha que ele acabou de conhecer... Isso não pode ser justo...

E eu não sei o que fazer...

Me sinto caindo num buraco negro, sem bordas por perto pra me segurar, pra sequer eu esbarrar...

Caindo...

* * * * *

Hoje sonhei que tinha morrido... Estava perto de alguns amigos, de algumas pessoas, e algumas sentiam minha presença, algumas me viam, algumas me ouviam... E eu sabia que tinha morrido, mas estava tranqüilo pq essas pessoas de alguma forma sabiam que eu existia, que ainda estava ali... Queria poder contar a todos que realmente EXISTE vida após a morte, que nada tem um fim, que as coisas continuam de uma nova perspectiva... Não foi tão mal estar morto afinal...

sábado, 2 de maio de 2009

045 - Era uma vez...

Era uma vez, numa pequena cidade do interior, uma menina muito bonita chamada M. Ela tinha 15 anos, estudava e nos finais de semana, saia com sua irmã e primas, sempre acompanhada pela sua mãe, para irem ao cinema. 

Numa dessas saídas, ela e sua mãe estavam atravessando a rua enquanto ela comia um saquinho de pipocas. Nisso, um carro parou e um rapaz pediu um pouquinho de pipoca. Eles comeram a pipoca que ainda tinha no saquinho e assim ela conheceu P. P tinha seus 21 anos, estava começando a faculdade de Engenharia em outra cidade próxima dali. 

Eles passaram a namorar, mas havia um pequeno problema entre eles. P era de uma família tradicional de fazendeiros. Os pais de M eram donos de uma banca de frios no mercadão municipal. Apesar disso, as diferenças paravam por ai, pois a família de ambos era bastante simples, e depois de algum tempo, aceitou o namoro dos dois.

O pai de M era alcóolatra, batia nas filhas e na esposa e levou mais tempo pra aceitar o namoro. Para ele, o 'filhinho de papai' só queria se aproveitar da sua filha, e eles tiveram muito trabalho para convence-lo do contrário. Mas ele terminou por aceitar, sempre com um pé atrás.

Quase um ano depois, o casalzinho então deixou de namorar apenas em casa, na presença dos pais, e com o conhecimento da mãe de M, conseguiam dar suas escapolidas. E foi então, que aos 16 anos, M ficou grávida. Para a família de P seria um choque, imagine, uma menina tão nova já grávida! Ela só poderia estar querendo dar o golpe da barriga, claro! E o que diria o pai de M?

P tinha contado apenas para sua irmã e o esposo dela. E os dois homens, decidiram então que o melhor seria um aborto. Pensaram em levar M para a cidade onde P fazia faculdade, e lá então fariam o serviço. Mas a irmã de P não permitiu, "onde já se viu tamanha barbaridade?", dizia ela. "A criança não tem culpa!"...

Foi então que P contou para sua família, e disse que queria se casar com M. A família apoiou, já que não se poderia fazer mais nada (uma família totalmente matriarcal, devota de Nossa Senhora Aparecida, jamais ponderaria a idéia de aborto). Agora o problema era contar para o pai de M.

P e M foram juntos dar a notícia. E a reação foi a pior possível. O pai de M gritava, berrava aos quatro ventos "PIRANHA! VAGABUNDA! SOME DAQUI! EU VOU COLOCAR VOCÊ NA ZONA, QUE É LUGAR PRA NASCER FILHO DE RAMPEIRA!"... Entre outras coisas. M ficou apavorada, mas P disse então que se casaria com ela, com ou sem a benção do sogro. O pai de M ainda ameaçou bater nela, mas a mãe de M e P não permitiram.

Por semanas, o pai de M continuou a xingá-la e maltrata-la. Descontava na esposa e na outra filha. Enquanto isso, os preparativos para o casamento foram sendo realizados na familia de P. A família de M nunca poderia arcar com uma festa de casamento, e isso nem foi cogitado. Os pais de P foram até a casa de M para conversar com os pais dela, e acertaram tudo para o casamento.

Aos 6 meses de gravidez, com 16 anos, M casou-se com P, seu príncipe encantado que dizia que depois de casados, ela jamais lavaria um só garfo. Ela seria sua rainha, e cuidariam do seu bebê juntos. M iria morar com P na cidade onde ele fazia faculdade, afinal ele estava no segundo ano ainda. Ficaram na cidade por aproximadamente 2 meses e então M voltou para a cidade onde moravam suas famílias, pois estava na hora do bebê nascer.

O grande dia chegou, e na maternidade estavam todos os familiares. A mãe de M, muito simples e cheia de crendices, dizia para a própria filha de 16 anos, já não assustada o suficiente: "mas por que cesariana? E se o bebê não estiver pronto ainda? E se faltar algum dedinho? É melhor esperar a hora". Os pais de P estavam nervosos, ansiosos e a mãe de P tentava acalmar a situação. O pai de M estava lá também, carrancudo, nervoso, sem conversa com ninguém... 

E então, às 10 da manhã, M e P passaram a ser Mãe e Pai, e eu nasci. Ao chegar no berçário, todos estavam prostrados no vidro, Pai chorava e sua mãe também. Sua sogra estava aos prantos, assim como o pai de Mãe, que, soluçando, repetia: "meu Deus, que coisa mais linda, nem parece que saiu da Mãe, que coisa mais linda meu Deus"... Depois de ter visto o neto pela primeira vez, ele então pediu perdão para a filha, por tudo o que havia dito e dizendo que amava tanto ela e seu neto.

E isso aconteceu há 28 anos atrás... Com certeza existem muitos detalhes dessa história que eu não sei, ou que já esqueci, mas é isso aí que é o que importa. Nada melhor do que o começo de tudo pra começar a revirar meu baú de memórias, e nada melhor do que fazer isso hoje...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

041 - De volta

Oi pessoal

Andei meio sumido nas últimas duas semanas, estava aproveitando os feriados, com direito a treinamento na Capital durante toda a semana passada.

Aproveitei pra relaxar, curtir os amigos (deu pra ver quase todos), e principalmente, curtir o meu namorado. Nós estamos nos dando muito bem, ele é todo fofo, romântico, vive me dando cartinhas e fazendo surpresinhas, um amor de menino... Está me conquistando cada vez mais... As vezes ainda temos uns contratempos (ciume, geralmente), mas estou tentando me conter, afinal eu sou um homem ou um saco de batatas? (Não respondam)

Teve uma noite que eu não conseguia dormir de tanta inspiração pra escrever. Uma vontade súbita de falar de tudo e todos, de contar histórias, de escrever alguns contos que tenho na cabeça ainda, de relembrar o passado, de falar da família... Quase surtei, mas estava já muito tarde e eu estava sem meu note... Tenho vontade de escrever sobre tudo isso, principalmente sobre o passado, não pra me apegar a ele, mas para deixar registradas as minhas memórias sobre casos, pessoas, situações...

Muitas dessas coisas eu ja tinha escrito no blog antigo, mas como recomecei tudo, to planejando fazer uma série de posts sobre essas coisas, tipo, quando meu pai descobriu de mim, minha primeira vez (ok, minhas primeiras vezes - afinal, foram 2 coisas completamente diferentes), amigos que já não são mais amigos, enfim...

Acho que é a proximidade do aniversário... Estou ficando velho e nostálgico. Aff... 

E ai, o que acham? Remexo o bau ou deixo como está?

Kisses