terça-feira, 15 de setembro de 2009
061 - As coisas estão melhorando... NOT!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
056 - Turbilhão
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
054 - Na correria
quinta-feira, 18 de junho de 2009
049 - Equipe
Vou dar uma atualizada pra vocês: continuo trabalhando no mesmo emprego, só fui removido pra outra unidade. Foi meio complicado porque ainda estou em estágio probatório (são longos 3 anos), mas mexi uns pauzinhos e consegui que a remoção saísse pra cá...
Estou trabalhando num setor parecido com o que eu trabalhava na Tribo. Mas com grandes diferenças. Primeiro que lá eu tinha uma sala só minha, então eu passava o dia sozinho, fazia o que tinha que fazer e morgava o resto do tempo no MSN e etc... Aqui tem mais 5 pessoas comigo na sala, conversa o dia todo, o radio ligado (que toca as mesmas musicas, e isso merece um post só sobre o assunto)... Ou seja, é bem mais animado.
Claro que tem o lado ruim, né? Primeiro que eu sento de frente pra ChefA (sim, é uma mulher, apenas um ano mais velha que eu, acho digno). Vou aproveitar pra apresentar pra vcs meus colegas de trabalho:
Ao lado da Chefa senta a Yoko, uma senhora japonesa, baixinha, cabelos pretos na altura do ombro e sempre com tiara na cabeça, que trabalha no setor há muiiiiiiiiito tempo, tipo uns 25 anos. Super simpática, fala mansa, bem oriental mesmo. Está sempre comendo alguma coisa, e mantendo a gente bem alimentado. E entende tudo do riscado aqui, e o melhor, tem toda a paciência pra explicar pro novato aqui...
Na frente dela, no extremo oeste da sala (uih), senta o Boa Praça, um senhor negro que é parceiro da Yoko nos 25 anos de setor. Um cara bem simpático, que gosta de ajudar todo mundo, e que já arrumou lugar pra eu trabalhar como fiscal no vestibular, quer me ajudar a arrumar terreno pra comprar, bem prestativo e simpático também.
No outro canto, fica o Ex-Chefe-do-Setor. Um cara meio estorado, que já tinha até sido meio mal educado comigo no telefone uma vez que liguei pedindo informações e correções pra um erro dele. Ele é meio arrogante, tem seus 50 anos, magrelo, e acha que todas as mulheres solteiras daqui querem dar pra ele. Vive falando dos filhos, uma moça que está se formando e o filho que joga futebol profissional em SP. Acho que ainda posso ter algum tipo de atrito com ele.
Atrás de mim fica o Instável. Ele deve ter uns 30 e poucos anos, casado, alto, meio fortinho, casado, um filho e outro a caminho... É até bonitinho mas o cara tem uns acessos de raiva que dá medo. Outro dia a secretária veio entregar alguma coisa e perguntou se ele já tinha assinado o protocolo, esse homem começou a gritar, xingar, teve um acesso digno de Michael Douglas em “Um dia de fúria”. Foi muito estranho. Assim que ele sai da sala, se torna o assunto... Todo mundo tem medo dele, acha ele um lerdo que faz tudo errado e pela metade e acham que ele precisa de férias e tratamento psicológico... Terrível... Procuro nem ter mto papo com ele, medoo...
Na minha frente a Chefa, uma moça como eu disse um ano mais velha que eu, cabelos castanhos compridos, magrinha, toda gatinha. Ela é bem simpática, tão simpática que as vezes soa falso. Muitas vezes. Ela tem a terrível mania de atender ao telefone imitando voz de criança (não me perguntem por quê...). E a outra terrível mania de falar mal das pessoas assim que desliga o telefone. Por enquanto estamos nos dando bem, e como ela me ajudou bastante a vir pra ca, sou bastante grato a ela e minha paciência com ela tem um limite um pouco maior...
Bom, vou postar logo isso e apagar rapidão daqui pq estou postando do PC daqui do setor, e se alguém pega isso, eu já era!!!
Beijão queridos, tava com saudades...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
035 - A crise me pegou
Quando essa tal "crise" começou, ainda em 2008, eu cheguei a pensar: "nossa, que absurdo, uma crise imobiliária afetar países tão grandes desse jeito"... Como os especialistas vinham prevendo catástrofes, e o nosso presidente maresias, eu acreditei nele e nem dei muita importância...
Um dos meus empregos é em uma mega empresa, controlada por um grupo de um MEGA empresário (sem citar nomes mas ele ja foi motivo de muita polêmica em outros carnavais). Quando em novembro do ano passado eles pararam a produção, ainda que parcialmente, com alguns infimos cortes no pessoal, pensei: "olha, e não é que o negócio chegou por aqui?"...
Ainda polianamente confiando no tio Lula (meu outro chefe), achei que não passaria disso, e que em breve os negócios retornariam ao normal. Os meses foram passando e quando no início da semana os dois turnos da empresa foram mesclados em um só, eu pensei: "opa..."
Hoje, depois de todas essas advertências, meu chefe me ligou e pediu para vir conversar comigo sobre a 'atual situação'. Obviamente já etnendi do que se tratava. Eu trabalho em uma empresa que terceiriza o serviço para essa outra empresa, na verdade. E o contrato entre as duas terminou. Na hora de renovar, a tal mega empresa cortou 70% do orçamento do contrato, e obviamente, minha cota foi a primeira. Afinal, quem nesse país realmente se preocupa com prevenção (a não ser quando é obrigado por lei)?
Resumindo, perdi um emprego muito bom, que me realizava profissionalmente, afinal era uma área da minha profissão que eu descobri e me dediquei a ela por um tempo, e perdi também 1/3 mais ou menos do meu orçamento... Depois de milhares de elogios ao meu profissionalismo e ao meu trabalho ("50% do sucesso desse contrato com essa empresa foi graças ao seu trabalho"), ele me disse que a situação é temporária, 6 meses, e que depois provavelmente o serviço será retomado como estava antes.
Esse foi um trabalho gratificante e especial pra mim, porque foi o reconhecimento profissional que eu sempre quis ter. Fora que, quando ele apareceu, minhas perspectivas eram as piores possiveis e eu acabei renascendo das cinzas graças a ele. Foram 11 meses de trabalho e dedicação, que com certeza irão me fazer sentir muita falta...
MAS, não sei se vou esperar pra ver daqui a 6 meses. Esse emprego era a ULTIMA coisa que me prendia a essa Tribo, eu só estou ainda aqui por causa dele, já que o outro emprego posso pedir transferencia para a Capital.
Novos dias estão começando a brilhar no horizonte...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
017 - Professor e eu (2ª parte)
Ele pediu pra eu descer do carro e seguir ele. Foi então que eu vi a igrejinha na frente da praça, e ele se dirigindo pra la. A porta estava aberta, e ela estava vazia... Ele pegou minha mão, me levou até a frente do altar, segurou minhas duas mãos e começou a dizer os votos tradicionais... "na alegria e na tristeza, na saude e na doença"... Eu só conseguia sorrir, tamanho era meu nervosismo. Ele, com os olhos cheios de lágrimas quando terminou, disse que agora era minha vez. E eu ñao consegui dizer nada, só disse que eu o amava muito, e que nem estava acreditando no que estava acontecendo. A gente se beijou e saimos da igreja de mãos dadas, sabendo que estávamos abençoados...
Cinco km depois, eu não conseguia enxergar a estrada de tanto que chorava...
Depois disso, nossa vida ficou cada vez mais complicada. Eu estava desempregado, os bicos tinham acabado e eu ja pensava em finalmente desistir da minha independencia e voltar pra casa do meu pai. Ele me pedia pra ficar com ele, pra ficarmos juntos, éramos tão mais fortes juntos. E ele me ajudou com dinheiro, comida, de todas as formas que ele pode. E eu fiquei. Fiquei por ele e fiquei por mim. Julho daquele ano foi um mês terrivel, e cheguei a passar fome, mesmo sem ele saber disso... Não queria pedir nada ao meu pai, muito menos pra ele, mas não tinha de onde tirar... Foi então que eu arrumei um emprego... E as coisas começaram a mudar...
Agora eu já conseguia me manter, mas as dividas acumuladas durante o periodo 'negro' ainda estavam por ser quitadas. Não foi NAAAADA facil. Mas eu estava com ele, e isso era tudo o que importava...
O segundo semestre foi uma calmaria em nossas vidas. A mãe dele havia amansado, minha situação estava se regularizando e estávamos muito bem. Mas um pequeno grande detalhe estava afundando nosso relacionamento sem que eu me desse conta: nós não transávamos com muita frequencia, e isso pra ele era terrivel... Dono do maior ego que eu conheço, ele achava que eu não sentia mais tesão por ele, que ele estava feio e isso começou a acabar com ele. E ele simplesmente se fechou, guardou tudo pra ele. Mas é claro que a gente sabe que isso não funciona...
As brigas começaram a ser frequentes, ciume, insegurança... E em dezembro o nosso relacionamento estava por um fio. Eu viajei com a minha familia, e ele sozinho foi pra praia, pra casa de parentes também. Enquanto ele estava lá, notei o quanto ele estava estranho, distante, não me atendia quando eu ligava e não retornava minhas mensagens, a não ser muito tarde da noite. Ele dizia que deixava o celular em casa e saia com os tios. Ou saia sozinho para espairecer... Ele, que nunca desgrudava do celular? Meu sexto sentido sabia o que estava acontecendo. E eu sabia que quando ele voltasse tudo ia terminar. Tentei pedir explicações pela internet, pelo telefone... Em vão. Ele não voltava nunca e eu não aguentava mais tanta tensão. Sabia o que estava por vir.
Ele chegou e veio na minha casa me ver. Nos beijamos, abracei ele gostoso e fomos para o quarto. Deitamos na cama e ficamos nos amando, matando a saudade. Ele me perguntou como estavam as coisas, conversamos normalmente. Eu me achando a pessoa mais ridícula do mundo, afinal ele tinha voltado e estava tudo bem! Ele não estava estranho, nós não brigamos, ele estava carinhoso, tudo perfeito! Como eu poderia ter pensado que ele iria terminar comigo? Só minha mente doente pra fazer eu passar tanta raiva, certo?
Errado...
terça-feira, 25 de novembro de 2008
001 - O Retorno
Olá
Eu estou conseguindo me recuperar bem, até. Tenho procurado manter a cabeça ocupada, tenho cuidado de mim, tenho TENTANDO comer bem, dormir bem... E dessa vez deixei meus amigos um pouco
Desde o ano passado, tenho sido voluntário na Secretaria de Saúde aqui da Tribo, dando palestras sobre DST, AIDS e, claro, sobre sexo... Estudei as estatísticas oficiais, e conversei bastante com o pessoal da Secretaria, que trabalha com isso o tempo todo. E nas palestras que eu tenho dado, eu notei que muita, mas MUITA gente ainda tem muitas dúvidas sobre sexo e sobre sexualidade. Notei isso também nas conversas que tenho as vezes com os fãs mais ’novinhos’ da Diva, e até com os mais velhinhos, que não sabem direito como se proteger ou como se pega ou não alguma doença. É interessante ver que alguns ainda tem aquele preconceito (que a gente até considera coisa do passado) de que só em relações homossexuais é que se pega doenças.